Archive for the ‘Música’ Category

Vida de campeão

julho 16, 2009

maguila1

Nesse último feriado, não sei o porquê mas o Maguila, já aposentado dos ringues, ficou presente em vários assuntos. Me contaram que ele começou a se dedicar a vida de cantor. Achamos que era o pancadão do Maguila.

Que nada!

É samba e feijoada. E como eu sempre acho que qualquer pessoa tem algo a ensinar pra gente, eis aqui o recadão do Maguila:

 

“Dei um soco na preguiça,
Pra moleza não baixei a guarda.
Não calquei a tristeza,
Encarei a minha estrada. 

Derrubei todas as barreiras,
O pessimismo mandei pra lona.
Nunca fui à faculdade,
Mas de guerreiro, tenho diploma

Refrão:
Sou lutador, sou de fé, sou brasileiro.
Sou lutador, sou da paz, eu sou guerreiro.
Sou lutador, sou amor, sou coração.
Sou lutador, vencedor (brasileiro) e campeão.

Cada luta que travei me ensinou a ser fiel
A não reclamar de nada, aceitar o que vem do céu
Fui com força e proteção pra vencer mais um duelo
O meu sangue é de raça pois sou verde e amarelo.”

 

pspinola

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Vegetais e PVC

setembro 17, 2008

por Ana Carolina Addario

Não sei, mas acho que as coisas mais interessantes vêm sempre dos lugares mais inesperados. Em se tratando de música além das variantes esperadas, tem bastante coisa divertida rolando out of the mercado fonográfico. Mas interessantes no sentido mais inusitado da coisa.

A última que vi apareceu pelas bandas do Youtube, a Vegetable Orchestra, e reunia uma trupe de cirurgiões alimentícios, que inimaginavelmente montou uma orquestra com legumes e vegetais. E não é que fazia som mesmo? Um primor!

Pois bem.

Pode não ser com vegetais, mas o skatista Gibran Santos, paranaense de nascimento mas paulista de identidade, resolveu em 2002 que entraria pro hall dos arquitetos do inesperado, categoria música.

Depois de algumas tentativas nada frustradas com canos PVC, elaborou e construiu sozinho o saxofone que usa atualmente para juntar grana… e aplicar no aperfeiçoamento do mesmo instrumento. Detalhe: ele é feito de resina, fibra de vidro, borracha usada pra fazer chinelos e otras cositas mas. Segredo.

Gibran quer trazer música à galera que não tem condições de pagar 1 barão pra ter um bom saxofone.

A afinação da obra de arte fica por conta da furadeira, “ou uma lichinha mesmo, quando não precisa de muito”. E pra completar, só faltava ser autodidata, coisa que ele é sim, tanto em fazer música, quanto instumentos. E o cara ainda é modesto!

Pra quem se interessa, ele traz jazz, um rockzinho básico no sax, teminhas extraídos diretamente do cinema, e muito free style do sofá de casa direto pra Avenida Paulista.

 

E ainda tem gente que diz terça-feira é dia morto. Taí: é o que tem pra hoje. E não é pouco não, viu?

 

ps: a foto foi cedida gentilmente pelo amigo Ricardo Clemente, que acompanhou o papo com o instrumentista e fotografou a sessão.